
Você vai para a faculdade com roupas que podem ser jogadas fora até o dia que acontece. E ainda todo dia acorda pensando: será que vai ser hoje? Medo? Alguns têm mais que outros, mas todo mundo tem um pouco.Talvez seja lá culpa das matérias de tv todos os anos de trotes violentos praticados Brasil afora, que são, com certeza, péssimos ou do medo regular. Certo é que a ansiedade para saber o que vai acontecer é grande.
Meu trote foi na segunda semana de aula, depois de uma semana com os veteranos dizendo que ia ser “de boa”, o que acalmou os nervos de muita gente e conseguiu adesão de várias pessoas da sala à brincadeira. E começou com um vídeo digno de nota. Depois cera na perna. É o que você pensou mesmo, arrancar pêlos. Depois o clássico elefantinho, que na equação geral do trote é igual a dores nas costas por uma semana, ainda mais se você é alto — meu caso.
Parte dois: sujeira. Água oxigenada nos caras e creme no cabelo das meninas; ketchup, mostarda, farinha, tinta guache para todo mundo e inclusive no cabelo de alguns — no cabelo grande de alguns, o meu por exemplo¹. Além disso, banha (nem queria/quero saber de quê); e cola na axilas dos homens. Já ia esquecendo, teve também a ótima água de essência de parmesão esguichado em nós (que mais parecia essência de vômito). Dentre outras coisas que não merecem ser citadas.
Em seguida, as brincadeiras. Passar uma pastilha de sonrisal (?) — foi trocado depois pelo palitinho. Passar um pepino com as pernas. Essa parte foi mal planejada.
Na parte final, todo mundo pedir dinheiro no sinal. A experiência de fazer isso não é nada perto do que um pedinte faz, mas dá uma vaga idéia — o que me dá poder de dizer que não é fácil. Dica de quem conseguiu mais dinheiro no sinal em que eu estava: peça aos idosos, eles costumam ser mais bem-humorados em relação a isso. E também: sempre com um sorriso no rosto, isso ajuda você levar tudo numa boa.
Então, depois de beber alguma coisa no bar mais perto, o sentimento é de “mãe, eu quero um banho”. Daí você volta com todo olhando você, todo sujo e cheirando mal dentro do ônibus. Beleza, passou um ritual secular que você pode contar para os seus filhos e netos. O que ele significa? Para mim, foi isso, um rito. Nada de análise psicológica profunda e outras coisas que, por aí, são consideradas seríssimas. O que pode-se ter certeza: mal posso esperar por agosto, que é quando eu terei calouros. Só digo que: calouros vão rolar.
Importante dizer: ninguém foi obrigado a participar, ou houve conseqüências para quem não participou.
¹ meu cabelo ser grande e receber maior carga de sujeira fez com que eu não ficasse loiro.
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AAAAAAAAAi, super me arrependi de não ter participado do meu trote. A gente deduziu que dia ia acontecer e eu acabei faltando porque andava meio triste, desanimada :(
Mas, ow, que bom que o seu trote foi “sussa”. Ficar sujo e fedido faz parte, o que eu acho que passa dos limites é mandar os calouros fingirem que tão fazendo sexo oral em alguma coisa.
E eu nem vi nada tão diferente nesse post!
beijos
Responderna minha faculdade eles só pintam com tinta, mesmo e tem gente que já acha isso ruim.
Responderé…
uma pequena parte de mim é frustrada por não ter tido trote…já estou no 3 sem, então nem tem mais graça….
apenas uma pequena parte, porque eu dei trote nos meus calouros, foi com um sentimento bom, do tipo “o trote que eu não tive” ahuahua!
ResponderEu também sempre vi o trote como um ritual e nunca obriguei nenhum calourou a fazer parte dele, mas todos que fizeram gostaram e no final, calouros e veteranos ficaram muito mais próximos.
ResponderEu participei do meu trote também, mas ele foi bem mais tranquilo…
Depois de andarmos como filhotinhos e sermos pintados na cara, pedimos $$ no farol. A hora que foi pra ir pro bar, eu corri pro banheiro pra me limpar, fiquei lá alguns minutos e voltei pra minha casa. Foi legal, mas não quis participar dos próximos trotes, ou seja, sai da facul sem dar trote em ninguém.
Bjitos!
ResponderOii!
Ahh, o trote é uma coisa importante quando a gente entra na faculdade e é algo que a gente vai lembrar pra sempre. Antes tinham coisas péssimas, mas agora todo mundo é de paz. Aqui na minha facul como ela é franciscana, normalmente além do tradicional você tem um desafio de solidariedade: alimentos, agasalhos, dinheiro para instituições carentes, brinquedos, arrecadação mesmo de coisas, todos melecados na rua pedindo coisas, é divertido :D
beijooos
Respondernossa, que foda! eu fico aqui imaginando como será quando eu entrar pra faculdade ou algo do tipo, deve ser bom demais… :) tirando a parte do cabelo, fato! meu cabelo está uma merda =X se jogarem agua oxigenada ele vai, hahaaha
abraços man
ResponderNem me lembre do meu trote. Foi a coisa mais nojenta do mundo.
Mas essa parte da cera nas pernas dos caras foi muita sacanagem.
Assim, no meu eu basicamente, além de toooodas as sujeiras (incluindo xixi), eu fiz “sexo oral” numa linguiça com camisinha cheia de maionese (e eu odeio maionese com todas as minhas forças, quase vomitei) e peguei e passei tic tac (a bala) da/pra boca de outra guria. Ah, o tic tac caiu no chão algumas vezes. Que nojo!
Outro trote nunca mais!
ResponderEu morro de medo de trote. Eu dei muita sorte esse ano de ter escapado do trote, na minha facul era proibido. A parte da depilação com certeza foi a pior de todas. Nossa, dói bastante.
ResponderSabe que eu MORRO de medo de trote? :x bom saber que ninguém foi obrigado a participar hahaha.
E até pareceu divertido… ;)
ResponderPelas minhas anotações, alguém aqui fez aniversário no sábado, né?
Mesmo atrasado, desejo muitas felicidades!
Bjitos Leo!
ResponderDe vez em quando eu dou graças a Deus porque ainda falta muito para eu entrar na vida de universitária *-* Ah, trote deve ser legal… Dependendo de quem leva e de quem dá, né
Beijos.
ResponderGraças a Deus na minha facul não teve esse trotes podres, eu acho até legal quando é saudável mas o pessoal abusa de uma brincadeira para fazer maldade.
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Léo respondeu:
maio 2nd, 2009 at 13:37
na verdade é o tipo de post, tipo relato que num costumo postar :]
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